Benjamim Santos

Benjamim Santos

Benjamim Santos nasceu na cidade de Parnaíba, no Piauí. Na década de 1960, mudou-se para Recife, onde estudou na Faculdade Direito, e Filosofia, o Seminário de Olinda. De volta ao Recife, fundou o Grupo Construção, trabalhou no Teatro Popular do Nordeste, grupo dirigido pelo encenador Hermilo Borba Filho, e fundou o Teatro de Arribação, que levava espetáculos aos engenhos de cana-de-açúcar. Durante cinco anos manteve uma coluna de teatro no Jornal do Commercio, no Recife (PE). A partir dos anos setenta, residindo no Rio de Janeiro, além do teatro infantil, destacou-se como autor de grandes espetáculos ao ar livre, como Paixão de Cristo, nos Arcos da Lapa, e sobretudo como diretor de shows de música popular, tendo dirigido Quarteto em Cy, Nara Leão, Kleiton e Kledir, Ângela Maria, MPB-4, Marlene e muitos outros. Atualmente, Benjamim Santos vive em Parnaíba e continua sua carreira de escritor. Foto: Maurício Pokemon

Notícias

Boi da Parnaíba é tema do novo livro de Benjamim Santos


Primeira obra escrita e publicada sobre algum folguedo popular de Parnaíba, o livro "Veredas da Meia-Lua: o Boi de São João da Parnaíba", de Benjamim Santos, traz a cultura parnaibana em sua essência. O lançamento da obra acontecerá no dia 29 de novembro, sexta-feira, às 19h30, no Café Concerto do Sesc Caixeiral, em Parnaíba, Piauí. Na noite do evento, haverá também a abertura da Exposição "Boi de São João da Parnaíba", com curadoria de Josenias Silva, que terá início às 18h.
Não há pesquisa, artigo, poesia ou qualquer outro trabalho sobre o assunto. A exceção, relatada no livro, é um pequeno estudo feito por alunas da Escola Normal onde há uma compilação de trechos da morte do Boi e algumas toadas. Mas nada que mostre a história do Boi, sua origem e elementos, apesar do fato de que "tendo o Boi como ponto de partida, pode-se contar a História da cidade", ressalta Benjamim.
Ainda segundo ele, o livro não se trata de um estudo científico sobre o Boi. "Este livro tem como base minhas afinidades com o Boi de São João da Parnaíba: meu afeto por ele, minha sedução; meus olhos grudados nele; minha busca de entendimento de tudo que acontece em cada Batalhão; meu desejo de mergulhar fundo na representação e no mistério do brinquedo", explica.

"Embora haja inúmeros dados objetivos, neste livro, predomina a emoção, com a certeza de que, há muitos anos, entre uma meia-lua e outra, o Boi vem passando por muitas veredas."

O livro tem fotografia de Helder Fontenele, Walter Fontenele e acervo pessoal do autor e de João Batista dos Santos Filho e foi patrocinado por Amostragem - Instituto Piauiense de Opinião Pública.

Sobre o autor 

Benjamim Santos nasceu na cidade de Parnaíba, no Piauí, onde começou sua paixão pelo Boi, que acompanhou durante as décadas de 40 e 50. Na década de 1960, mudou-se para Recife, onde estudou Direito, Filosofia, trabalhou no Teatro Popular do Nordeste. Nos anos 70 foi viver no Rio de Janeiro, onde trabalhou com teatro infantil (o que originou seu livro homônimo) e dirigiu shows de grandes artistas da MPB.
De volta a Parnaíba no começo dos anos 2000, Benjamim cria o Jornal "O Bembém", que edita há mais de 10 anos. E também dá continuidade à sua carreira como escritor. Em maio deste ano, lançou o livro Teatro Infantil, pela Funarte. O retorno à cidade natal também proporcionou a retomada do seu contato com o Boi da Parnaíba, do qual se aproximou ainda mais quando foi Assessor de Cultura do Prefeito entre 2001 e 2004 e depois como Secretário Municipal de Cultura, em 2004, quando teve a oportunidade de coordenar o IV Arraial de São João da Parnaíba e de fazer amizade com donos de boi e brincantes. O livro "Veredas da Meia-Lua: o Boi de São João da Parnaíba" é fruto dessa experiência profissional acrescida das memórias de menino do autor e de leituras, ao longo dos anos, a respeito de brinquedos populares do Nordeste.

Veredas da Meia-Lua: o Boi de São João da Parnaíba – Benjamim Santos 
Edição Amostragem 176 páginas 
Preço de capa: R$ 20 
Formato: 15x21cm 
ISBN: 978-85-9538-071-4 








Índice
    Iniciação
    Presença do Boi
    Bumba-meu-boi
    A Parnaíba e o Boi
    O mês dos arraiais
    O fenômeno das Quadrilhas

    A tradição
    Um auto de várias faces
    Composição do brinquedo
    O enredo
    Vocabulário tradicional
    Personagens de canto e dança
    A Catrevagem
    Amo
    O Faca
    Instrumentos e toque de tambor
    Toadas e repentes
    Representação da morte
    Nomes de Boi
    Meia-lua
    Licença
    Pelas ruas, pelas casas
    A brincadeira
    No meio da noite, os contrários
    Deoclécio e o Boi do Deoclécio
    Três berços, três celeiros
    O Boi na Ilha
    O Boi nos Tucuns
    O Boi no Catanduvas
    Fora dos celeiros
    A Morte em cinquenta

    Ambiente externo
    A Prefeitura
    Três Secretarias
    Parcela de poder
    Campeonato de Bois
    Regulamentos do Campeonato
    Os julgadores
    Bases para critérios de julgamento
    Prêmios e vitoriosos de 2004
    Troféu Simplição
    Prêmios e vitoriosos de 2005
    Prêmios ou incentivo?
    Os políticos e o Boi
    Em Teresina
    Na imprensa
    Intelectuais, tradicionalistas e o Boi
    Projeto Revitalizando o Bumba-meu-boi
    Caprichos e garantias
    Tudo levou a mudanças

    Reviravolta nos currais
    Os Bois no século 21
    O que ficou da tradição
    O que sumiu
    O que pode sumir
    As novidades
    Cordas no toque do Boi
    Mulheres invadem a malhada
    O outras novidades

    O Boi vivo
    Estrutura familiar
    Núcleo comunitário
    Os brincantes
    Dono-de-Boi
    Uma liga
    Ensaios
    Quanto custa um Boi
    Crédito no comércio
    Corrida contra o relógio
    Fardamento
    Arte e artesanato
    Máscaras
    Ele, o Boi (faca)
    Um brinco de muitas danças (faca)
    Boi de meninos
    O Mirim Prateado
    O Boi nos bairros
    Lindo Amor
    Igaraçu
    Novo Vencedor
    Flor do Lírio
    Rei da Boiada
    Novo Fazendinha

    Mortes d’agora
    _________________________________

    Lançamento 29 de novembro, sexta-feira, 19h30 Café Concerto do Sesc Caixeiral 
    Av. Presidente. Getúlio Vargas, 545 – Centro Parnaíba – Piauí CEP: 64200-200 
    Telefone: (86) 3315-8551

    Funarte publica dramaturgia de Benjamim Santos, grande inovador do teatro para crianças no Brasil

    A Fundação Nacional de Artes – Funarte reuniu em livro as onze peças infantis escritas por Benjamim Santos, um dos principais dramaturgos de uma geração que renovou o teatro para crianças no Brasil. A obra Teatro Infantil – Benjamim Santos, será lançada no dia 21 de maio, terça-feira, às 19h, no Café Concerto do Sesc Caixeiral, em Parnaíba (PI). O evento contará com a presença do presidente da Funarte, Miguel Proença; do presidente da Fecomércio – Piauí, Valdeci Cavalcante, e da cantora e compositora, Bia Bedran. 
    Até 1970, com exceção do trabalho de Maria Clara Machado e de algumas boas produções profissionais, o teatro para crianças não era levado muito a sério no Brasil. As montagens visavam sobretudo ao lucro dos produtores; e serviam de mero passatempo para crianças e suas babás. No início dos anos 70, porém, com o aparecimento de vários incentivos dos órgãos públicos (concursos nacionais de dramaturgia; realização de festivais com prêmios em dinheiro; e projetos municipais de teatro nas escolas), o teatro infantil no Rio de Janeiro começou a mudar. Apareceram novos autores, realmente dedicados a escrever para crianças. Também surgiram grupos formados por produtores, atores e músicos. 
    Criou-se então um repertório que respeitava a inteligência do público mirim. Isso começou a atrair também a atenção dos pais, que passaram a ir ao teatro com seus filhos. Entre os autores que participaram dessa virada – como a carioca Sylvia Orthof e o argentino Ilo Krugli – Benjamim Santos destacou-se como um dos maiores vencedores de prêmios concedidos pelo antigo Serviço Nacional de Teatro (SNT), pela Fundação Teatro Guaíra; e pela Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro; além do Troféu Mambembe – Melhor Autor do Ano, da Funarte, em 1977 e 1979. 
    Segundo Benjamim Santos, em nenhum momento se confundiu fazer teatro infantil com desvalorizar essa forma de produção artística. “Não tinha apelação. Não se chamava as crianças para subir ao palco numa tentativa simplista de interação de atores e público. Não era exigida da criança uma participação forçada, mas esta deveria acontecer de forma livre, espontânea.”, explica o autor. 
    Em sua obra para crianças, agora publicada, palavra, ação e poesia estão intimamente conectadas. O dramaturgo adaptou obras de autores clássicos, como Shakespeare e Alexandre Dumas, mas também romances da literatura nordestina de cordel e peças com roteiro original. 
    O livro Teatro Infantil, tem orelha escrita pela compositora e educadora Bia Bedran, que trabalhou com o amigo “Benja” desde o início da carreira. Bia compôs a trilha que animava as aventuras vividas por personagens criados por ele, no programa infantil Por que sim, por que não, da TVE, no Rio de Janeiro. “Musicar aquelas lindezas poéticas foi um batismo mais do que especial”, destaca a artista. 
    O prefácio é assinado por Weslley Fontenele, professor de teatro e mestre em artes cênicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). “É no teatro para crianças que Benjamim Santos reconhece ter realizado seu trabalho artístico mais profundo”, afirma Weslley, que também foi curador de uma mostra sobre a obra do autor, realizada no Teatro Municipal de Niterói (RJ). 
    Como apresentação das peças, o leitor encontra trechos de críticas publicadas no Jornal do Brasil, pela escritora Ana Maria Machado, grande entusiasta da obra de Benjamim. Um encarte de fotos dos espetáculos completa o volume editado pela Funarte. 
    Com edições esgotadas há décadas, grande parte desta obra não se encontrava mais nas livrarias. Com isso, tornava-se difícil a tarefa de pesquisadores e produtores teatrais interessados na dramaturgia de Benjamim Santos. Agora, com esta publicação, a Funarte proporciona amplo acesso à obra do autor; e contribui para a renovação de seu público, por meio de possíveis produções de novas montagens. 

    Sobre o autor 

    Benjamim Santos nasceu na cidade de Parnaíba, no Piauí. Na década de 1960, mudou-se para Recife, onde estudou na Faculdade Direito, e Filosofia, o Seminário de Olinda. De volta ao Recife, fundou o Grupo Construção, trabalhou no Teatro Popular do Nordeste, grupo dirigido pelo encenador Hermilo Borba Filho, e fundou o Teatro de Arribação, que levava espetáculos aos engenhos de cana-de-açúcar. Durante cinco anos manteve uma coluna de teatro no Jornal do Commercio, no Recife (PE).A partir dos anos setenta, residindo no Rio de Janeiro, além do teatro infantil, destacou-se como autor de grandes espetáculos ao ar livre, como Paixão de Cristo, nos Arcos da Lapa, e sobretudo como diretor de shows de música popular, tendo dirigido Quarteto em Cy, Nara Leão, Kleiton e Kledir, Ângela Maria, MPB-4, Marlene e muitos outros. Atualmente, Benjamim Santos vive em Parnaíba e continua sua carreira de escritor.

    Teatro Infantil – Benjamim Santos 
    Edições Funarte 504 páginas 
    Preço de capa: R$ 30 
    Formato: 16x23cm 
    ISBN: 978-85-7507-200-4 







    Peças 

    • Senhor Rei, Senhora Rainha 
    • Os Três Mosqueteiros 
    • Viagem Sideral 
    • O Castelo das Sete Torres 
    • A Loja das Maravilhas Naturais 
    • A Donzela vai à Guerra 
    • A Princesa do Mar-sem-fim 
    • O Pavão Misterioso 
    • O Princês do Piauí 
    • O Rei Desejado (inédita) 
    • Seô Joãozim de Olinda (inédita) 

    Lançamento 21 de maio, terça-feira, às 19h Café Concerto do Sesc Caixeiral 
    Av. Presidente. Getúlio Vargas, 545 – Centro Parnaíba – Piauí CEP: 64200-200 
    Telefone: (86) 3315-8551

    Quem está falando sobre Benjamim

    "Um clássico."

    Josenias Silva

    Mestre em História do Brasil, pela UFPI, sobre o livro "Veredas da Meia-Lua: o Boi de São João da Parnaíba"

    "É no teatro para crianças que Benjamim Santos reconhece ter realizado seu trabalho artístico mais profundo."

    Wesley Fontenele

    Professor de Teatro e Mestre em Artes Cênicas pela UERJ

    "A sensibilidade artística de Benjamim Santos vai além das edificações, dos marcos históricos da memória e atinge zonas profundas da sensibilidade humana."

    Francisco Nascimento

    Doutor em História Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF)

    86 99408-1971

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